Posted byTrunkael | Marcadores: | às 13:36 |

É um jogo de interpretação, isso todos sabem. Devido ao sensacionalismo da mídia se tornou popular, disso também todos estão inteirados. Só que juntamente com essa popularização, houve uma divisão no Roling Play, entre as pessoas (modistas) que jogam o RPG, e os que estudam o jogo como uma forma de arte.

Se você pegar um livro como "Vampiro - A Máscara", ler e entender, perceberá o tanto de coisas que um mestre deve saber para conseguir contar uma boa história. Para os jogadores não deveria ser diferente, cada um deve estudar todo o livro para dar conta de interpretar um personagem tão complexo. E não é só o livro que dá a base para uma interpretação interessante, a pessoa tem que ter consciência para separar as características do personagem de sua própria.

Pegue como base a lista de arquétipos (se não me engano uns 20). Cada um de nós também se encaixaria nesses estereótipos exemplificados no livro. Se a natureza e comportamento de nosso personagem é (normalmente) diferente de nossa, temos então que pensar com a visão do personagem que é a parte mais difícil já que não tem como ser totalmente imparcial.

Você deve conhecer seu personagem como a si mesmo. Se não há uma preparação e um treino com ele, vai acabar interpretando a si próprio em um mundo fictício. As grandes aventuras são sempre marcadas por interpretações teatrais onde os jogadores agem em sinergia com os outros e o mestre.

A arte começa onde termina o "jogo".

  1. No final das contas é até bem fácil não ser você, depois de um tempo é como apertar um botão, e você já é outro. Não seja um rpgista costumeiro e não mistifique demais. Só pra completar, frase do Ilusões: "Se você treinar bastante para ser um personagem, acabará descorbindo que personagens às vezes são mais rais que pessoas de carne e corações pulsando".

    27-05-2004 14:50:32

  1. Não creio que seja tão fácil como apertar um botão. Mesmo pq, como você pode deixar sua visão, para ter certeza que não continua (no fundo) sendo o mesmo e falando baseado em seus (pré)conceitos? Há complexidade, não simplifique tantos as coisas.

    27-05-2004 23:02:54

  1. Usando suas palavras: "eu acho que você só está justificando sua incopetência". É que ser uma outra pessoa na maioria das vezes é fácil. Mas não tenho argumentos e não sei explicar-me.

    28-05-2004 01:12:40

  1. O Computador responde: "Sua teoria foi descartada por falta de argumentos"

    28-05-2004 12:12:03

  1. (fazendo uso do achismo) eu ACHO, que é fácil aparentar ser outra pessoa, já vestir toda uma ideologia, uma história, experiências, consequências, memórias e temperamento, é um tanto quanto mais complicado. Quanto à frase do tal Ilusões, concordo, completamente, mesmo porque, que somos nós senão um rodízio ininterrupto de personagens?

    28-05-2004 22:01:38

  1. Se fosse tão fácil interpretar, não teriamos tantos atores ruins na tv e no cinema... Interpretar é fácil, interpretar direito não. É claro que um jogo de RPG fica muito mais interessante quando as ações são tomadas pelos personagens, e não necessariamente pelos jogadores: é aquele momento mágico que o autores de livros vivem descrevendo, dos personagens com vida própria. O que eu acho mais louco em um jogo é que, mesmo que o jogador não consiga diferenciar a visão do personagem da dele próprio, ainda assim ele é um personagem completo (afinal, nada impede alguém de interpretar ele mesmo se essa for a proposta do jogo). E o pior aspecto de um jogador que não se diferencia dele mesmo é quando isso rompe a "realidade do jogo", como por exemplo, tomar uma ação baseado em algo que o jogador sabe, mas o personagem não, sobre a trama ou a época onde o jogo está sendo ambientado.

    01-07-2007 15:57:01

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