Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:49 |

Enquanto eu estou aqui sentado tentando escrever algo, tem um mosquitinho me atormentando. Há um calor insuportável à minha volta, há a imagem da minha mãe me xingando por coisas pequenas e há um livro chato que me obriga a ser lido, e tem um mosquito me atormentando. Era como se ele, a incansável mosca, fosse a mistura de meus "pequenos" problemas, e para que eu saiba que ele está ali, ele se mantém perto de meu rosto, e fica batendo sua cabeça no meu nariz, pousando na minha testa.

Não importa se estou aqui na locadora, ou em casa, sentado no sofá, esperando que meus pais achem mais algum defeito em minha atitudes, e depois formalizem em um grande sermão que fala as mesmas coisas de sempre, e que eu já estou cansado de saber. E se eu der um "pio" a meu favor, vão falar que eu acho que sou o dono da verdade, e que ninguém pode me contradizer (interessante, eles não aceitam minha opinião, e eu sou o dono da verdade). Oh como são sábios meus pais, que querem que eu seja o que eles nunca foram. Quer que eu entenda o que eles nunca entenderam e tudo isso sem diálogo, somente com informações unilaterais.

Eu poderia me empenhar mais no meu trabalho, sim, eu poderia, mas há sempre um livro aqui, e esse livro, mesmo que seja chato, é sempre bem mais interessante que atingir as pseudo-metas que meus pais me colocam. E eu estaria, sim estaria, lendo esse livro chato se eu não estivesse escrevendo sobre ele, ou se não estivesse vendo algum filme que eu vou detestar, ou ate me concentrando nas coisas que meus pais dizem. Desculpas e mais desculpas, fugas e mais fugas, fugindo até de outras fugas.

Deve ser o calor, sim, preciso de um ventilador aqui, pois assim ele vai espantar esse mosquito chato de perto de mim.

  1. Eu me lembrava do mosquito, mas não lembrava dessa crítica que fiz a meus pais. De um jeito ou outro é estranho ler essas críticas hoje que nossa relação é tão boa.

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