Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 12:05 |

Filme - Contato, com Judie Foster 

Um dos melhores filmes que assisti essa semana e é bem antigo. Dra Array (Judie Foster) sempre foi fanática por rádio comunicação, e foi trabalhar no projeto SETI (busca por extra-terrestres), ninguém levava a sério essa idéia, mas ela acabou recebendo um sinal da estrela Vega. Esse sinal era a primeira transmissão televisiva de longo alcance do mundo, era um discurso de abertura da temporada de jogos, feita pelo famoso Hittler (nosso embaixador cósmico como disse uma mulher lá). A transmissão também estava codificada, e eles conseguiram decifrar para descobrir uma máquina de teletransporte interplanetário utilizando o tubo-de-minhoca de Einstein. A primeira máquina foi explodida por um fanático religioso e na segunda a Dra Array era a escolhida, e algo aconteceu.

Ela foi levada pra longe e viu muitas coisas. Mas não pode provar, dai você escolhe o final do filme. Céticos diriam que ela apenas sonhou com tudo, e entusiastas acreditariam em cada palavra dela.

O mais interessante do filme, são os conflitos religiosos e ideológicos envolvidos, tudo fica resumido em uma questão de fé. deus é muito discutido ali, e acaba que nos dá perguntas muito pertinentes quanto ao grande arquiteto. Se existe vida em outros planetas, isso coloca em cheque a maioria dos deuses que 95% das pessoas no mundo acreditam.

Ótimo filme.

Livro - João Capelo Gaivota - Richard Bach 

Livro leve, interessante, e conta a história de - adivinha - uma gaivota! Sim eu também me surpreendi ao perceber que era uma fábula, e como todas, ela vem com uma moral: "Seja o melhor", "Almeje a perfeição" e coisas do tipo.
Algumas partes me chamaram atenção por parecerem muito com a mensagem passada pelo primeiro livro que li por espontânea vontade: "O infinito poder da mente".
Poderia pegar os dois e resumir em apenas uma frase:
"Com força de vontade você consegue tudo, basta agir como se o almejado já estivesse sido alcançado."

Bom livro, e fácil também, o li em apenas uma hora e meia.

Crenças 

Hoje um sujeito religioso da loja ao lado, que gosta muito de conversar comigo, estava mais uma vez fazendo um comentário sobre O Mundo de Sofia (que eu o recomendei), e novamente ele comparava com a bíblia, e falava de deus, e etc...
Claro que eu não diria a ele tudo aquilo que digo aqui na net, pois do contrário eu seria tachado de ateu ou satanista, e ninguém mais locaria filmes na minha locadora.
O fato é que ele falava tudo com tanta convicção, que ele realmente poderia fazer alguém acreditar cegamente em suas crenças, isso eu achei extremamente interessante.
Algumas vezes eu fazia perguntas inoportunas para faze-lo se enrolar nas próprias palavras, mas ele acaba dando uma resposta (que, é claro, não satisfazia a pergunta) que o fazia se esgueirar novamente, ele me pareceu tão convicto, que eu nunca teria argumentos o suficiente, para faze-lo acreditar que deus seja uma criação humana para dominação das massas. Assim como ele nunca me faria acreditar que deus é um ser, eterno, perfeito, onisciente, onipotente e onipresente (não com tantas contradições e contrariedades) e por isso eu quase que só o escutava, até que ele falou algo que me chamou a atenção, utilizou então essa metáfora para explicar o suicídio:

"Digamos que Deus seja um poste de luz, e tua luz ilumina um raio onde nascem os seres humanos. Enquanto nós estamos por baixo dessa luz, ou seja, estamos crendo e louvando a Deus, nos estamos amando a vida, por que a vida não nos pertence, ela pertence a Deus [nesse momento eu fiz o, quase irônico, comentário de que é por isso que Ele nos a tira na hora que bem entender, não importando se somos totalmente bons aqui na terra. E ele se esquivou desse comentário e continuou] quanto mais nós nos afastamos da base dessa luz, mais vazia fica nossa alma e nosso espírito [gostaria de saber se há diferença] e por isso perdemos a noção do quanto a vida é valiosa, e a idéia do auto-extermínio vem à nossa mente." 
Foi quase com essas mesmas palavras que ele falou. E, bem, eu concordo com ele nesse aspecto. É melhor acreditar em um Deus, teoricamente, inexistente, e manter a sanidade, do que perceber o quão sós nós estamos nesse gigantesco universo, e acabar perdendo a vontade de viver.

  1. Ainda hoje acho o filme Contato muito bom e ainda dou algum crédito para João Capelo Gaivota, mas possivelmente não conseguiria lê-lo novamente.

    Quanto ao crente (não me lembro bem, mas acho que o nome dele é Ismael) lembro-me mais ou menos de nossas conversas, ele era o típico evangélico que adora falar de deus enquanto estava alugando filmes pornográficos.

    Uma coisa intrigante é que nessa época eu ainda escrevia deus com letra maiúscula, possivelmente o último resquício do meu temor a ele.

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